Sunday, February 02, 2014

Pablo Neruda

Existem ofertas que nos marcam profundamente, e este poema que a minha mulher me dedicou, via email, é uma dessas:

"Tira-me o pão,
 se quiseres,  tira-me o ar, 
mas não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito 
jorra na tua alegria, 
a repentina onda de prata que em ti nasce. 

A minha luta é dura e regresso 
por vezes com os olhos 
cansados de terem visto 
a terra que não muda, 
mas quando o teu riso entra
 sobe ao céu à minha procura 
e abre-me todas 
as portas da vida. 

Meu amor, na hora 
mais obscura desfia 
o teu riso, e se de súbito 
vires que o meu sangue 
mancha 
as pedras da rua, 
ri, porque o teu riso será para 
as minhas mãos 
como uma espada fresca. 

Perto do mar no outono, 
o teu riso deve erguer 
a sua cascata de espuma, 
e na primavera, amor, 
quero o teu riso como 
a flor que eu esperava, 
a flor azul, a rosa 
da minha pátria sonora.  

Ri-te da noite, 
do dia, da lua, 
ri-te das ruas 
curvas da ilha.

Mas quando abro 
os olhos e os fecho, 
quando os meus passos se 
forem, 
quando os meus passos 
voltarem, 
nega-me o pão, o ar, 
a luz, a primavera, 
mas o teu riso nunca 
porque sem ele morreria.

Beijos, só para ti de MIM"

Nunca te nego nada,
muito menos o meu riso e todo o meu sorriso!
Não te nego nada,
e muito menos eu!
Todo eu, toda a minha vida!
Não te nego nada!
PORQUE TU ES TUDO!!!

Que portento de poema!
Que aconchego que gerou!
Que paz me trouxe...

Agora sou eu, Bjs só para ti!!!

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